Saúde economiza R$ 313 milhões com licitações em 2017 e muito tempo nas esperas

Em 316 certames neste ano, pasta reduziu 46,33% do valor estimado. Com medidas de economia e reorganização, DF conseguiu, por exemplo, colocar em funcionamento nove tomógrafos da rede e zerar a fila de mamografias
A Saúde tem 147 equipamentos de alta complexidade, e não cerca de 92 mil, diferentemente do informado pela secretaria. Esses aparelhos contam com 88% de cobertura de contratos de manutenção.
A Secretaria de Saúde do DF economizou R$ 313 milhões com licitações neste ano. Em 316 certames da pasta, houve redução de 46,33% entre o valor estimado e o licitado – em 2016 foram 231 pregões e economia de R$ 113 milhões. O balanço de 2017 é de janeiro a 29 de novembro.
Com essa e outras medidas de economia e reorganização, o secretário de Saúde, Humberto Fonseca, destaca que foi possível, por exemplo, o reabastecimento de medicamentos, de materiais médico-hospitalares e de reagentes para exames laboratoriais.
Além disso, a pasta investiu em manutenção de equipamentos e espaços físicos, o que resultou em melhor atendimento à população. A manutenção predial — que inclui elevadores e ares-condicionados — passou de 10% de cobertura para 90%.
Os equipamentos de alta complexidade — que somam 147 — contam com 88% de cobertura de contratos de manutenção.
“No ano passado, dos nove tomógrafos da rede tínhamos um funcionando. Hoje, com o contrato de manutenção, todos estão funcionando. Havia um mamógrafo e uma fila de mais 10 mil mulheres aguardando. Fizemos a manutenção [de 11 dos 14 aparelhos], reforçamos o pessoal de radiologia e não há mais fila para mamografia”, destaca Fonseca sobre os resultados obtidos.
Até março de 2017, a rede pública de saúde do DF oferecia de 1,5 mil a 2 mil mamografias por mês. Agora, a oferta é de 5,4 mil exames mensais, e secretaria pode ampliar a capacidade para 7 mil.
Até março de 2017, a rede pública de saúde do DF oferecia de 1,5 mil a 2 mil mamografias por mês. Agora, a oferta é de 5,4 mil exames mensais, e secretaria pode ampliar a capacidade para 7 mil.
A demanda, no entanto, está em 2 mil pedidos mensais. Por isso, o governo quer ainda incentivar as mulheres de 49 a 71 anos a procurar a unidade de saúde mais próxima.
Além da assinatura de contratos regulares de manutenção dos aparelhos, foram contratados 16 técnicos em radiologia e reorganizadas as horas de servidores das sete regionais de saúde que oferecem o exame.
A mamografia pode ser feita no Hospital Materno-Infantil de Brasília (Hmib) e nos Hospitais Regionais de Ceilândia, do Gama, do Paranoá, de Samambaia, de Santa Maria, de Sobradinho e de Taguatinga.
Parcerias e novos aparelhos para reduzir fila de radioterapia
Medidas semelhantes são adotadas para diminuir a fila de radioterapia, método utilizado no tratamento de câncer. A espera, que já passou de mil pessoas, foi reduzida para 350.
Isso foi possível por meio de concreta parceria com o Hospital Sírio-Libanês, que, pelo Programa de Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), oferece 210 vagas por mês; Convênio firmado com Goiás para que pacientes que moram no estado vizinho, mas que estão na fila do DF, recebam o atendimento na rede goiana
Para reduzir mais a espera, estão previstas para 2018 as instalações de dois novos aceleradores lineares, um no Hospital de Base e outro no Hospital Regional de Taguatinga. Hoje, cada unidade tem um aparelho.
Também vai contribuir para atender mais rapidamente os pacientes o acelerador linear que foi inaugurado, em novembro, no Hospital Universitário de Brasília. Com ele, a unidade passa a ter dois aparelhos do tipo.
O secretário da pasta lista ainda que, dentro dos esforços de investimentos, 6 mil equipamentos foram comprados e distribuídos para a atenção primária neste ano. Entre eles estão estetoscópios, esfigmomanômetros (aparelhos de pressão) e sonares para ultrassom em gestantes.

fonte: Agência Brasília